quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Coragem, felicidade e sorte.


Têm pessoas que escolhemos não porque fez o coração vibrar, ou porque a pele arrepiou, beijo encaixou, perna tremeu… não porque não conseguíamos mais nos imaginar sem ela, ou porque parecia faltar o ar se ela não estivesse.. A pessoa que nos faz sentir tudo isso normalmente é a que vem antes. 

Antes da que fica.

Porque têm pessoas que escolhemos pelo que elas são, pela segurança que nos dá, pela tranquilidade que nos faz sentir… porque acalmam o turbilhão que estava antes. 

Eu lembro bem a primeira vez que senti meu mar revolto acalmar; foi quando eu jurei que não queria tempestade nunca mais. Lembro da sensação de pensar: então isso é amor?! E tudo aquilo que me tirava a paz devia ser paixão, então. Depois transformei em razão x emoção - a gente vai traduzindo conforme fica melhor pra gente. 

Mas a verdade é que é preciso mais coragem para escolher estar com a “razão”, do que simplesmente seguir a emoção. Apaixonar-se é quase involuntário, escolher amar é que é uma decisão de coragem.

Quando escolhemos alguém porque vemos nela a pessoa certa, características que queremos pra vida, personalidade que precisamos ao nosso lado, etc, corremos o risco grande de não ser feliz com ela. E esse risco nem tem a chance de se dizer: “pelo menos eu amei”, ou “não pude evitar”, “foi mais forte que eu”, “me apaixonei” (…).

Escolher a quem amar exige coragem. Decisão de estar com quem acha que deve estar, e não com quem você já não é capaz de evitar. Fácil é estar com quem todas as suas células pede pra ter por perto. Se der errado, ainda é sorte. Ainda fomos felizes.


E por falar em sorte, 


talvez felicidade seja encontrar amor de verdade depois de escolher ficar.


Até lá, coragem.

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