quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Adeus, ano velho..

Como em todo fim de ano - ou quase todos, com exceção o fim do ano passado - estava aqui fazendo uma retrospectiva mental de como foi o ano que está indo embora e resolvi registrar aqui, onde foi mais uma novidade de 2010, alguns pontos que devem ficar guardados.
Poderia falar de tudo o que aconteceu nesses últimos 12 meses, porém, como estou mais ou menos a esse período de tempo escrevendo aqui de sentimentos, nada melhor do que fazer uma síntese de todos eles agora.

Bem, inicialmente eu ainda sentia muita dor, tristeza e uma ausência que nunca será preenchida. Sentimentos que mesmo que eu usasse todo o meu vocabulário não conseguiria expressá-lo perfeitamente. Porém, vez em quando eis que surgia uma tal força e uma certa vontade de viver.. não sei, desistir de seguir em frente e viver trancada no quarto, chorando, era a única forma em que eu me imaginava por todos os meus próximos anos de vida, desistir da vida talvez me fizesse parar de sangrar por dentro, mas, por motivos óbvios, não eram as soluções mais acertadas. Então, vinha aquela luz.. aquele vento que me confirmava presença e uma sensação de que o meu dever era seguir.
Repeti como num caderno de caligrafia, incansavelmente, que continuaria por ele e por mim. E esse foi meu remédio.
Daí, então, surgiam certos momentos de alegria em mim e, com o dever de continuar, as dúvidas de qual caminho seguir. Já era um pouco tarde e eu ainda naquelas "férias".
A decisão, então, foi entrar num cursinho. Ah, que ótima escolha! Como eu me senti bem naquela época... era uma sensação de liberdade invadindo minha vida; eu era, então, responsável por mim, por meus atos, eu deveria cuidar de mim, porém, isso não fez com que eu me sentisse sozinha, pelo contrário.
Foi uma boa e necessária experiência, no entanto, era como se eu ainda estivesse de férias, e o momento exigia que eu tomasse uma decisão mais madura. Não era mais tempo de brincar ou questionar a vida, a hora era de buscar crescer, e crescer profissionalmente. Portanto, entrei na faculdade. Não a que eu sonhava, muito menos a melhor da cidade, mas a que eu precisava.
Enfim, depois de tanto tempo, o sentimento era: Realização. Comecei, enfim, a tornar real meu (até então) único sonho. E nele estou.
Ok, vocês devem estar achando estranho, pois eu ainda não falei daquele velho assunto.. paixão. Logo eu, né?
É que o ano inteiro eu falei sobre isso aqui, mas não tem jeito, faz-se necessário em uma retrospectiva.
Então vamos lá. Neste ano eu amei e fui amada, porém, para minha tristeza, não respectivamente.
Dei uma importância maior a um sentimento um pouco antigo, alimentando, assim, o que com firmeza posso dizer que não foi ilusão, mas, enfim, de forma mais madura, entendi que trata-se apenas de algo impossível de realizar. Ok, não impossível, mas muito, muito difícil! Requer talvez o que ele (assim como eu) ainda não tenha. Coisas que não cabem aqui, nesta postagem, neste momento, nesta reflexão.
A parte do "fui amada" talvez tenha me deixado mais a desejar do que a paixão que não foi vivida a fundo. Eu que sempre achei simples o fato de não corresponder a uma paixão, me senti um tanto quanto cruel por desperdiçar um sentimento tão verdadeiro por mim. Eu tive provas de que era real. Ele realmente amou. Ou ama. Fiquei bem triste com isso, mas foi melhor do que tentar levar a diante e magoar mais um coração. Vejam só, eu com "pena" de um coração. Que coisa, hein!
Em contrapartida, sinto que me tornei um pouco mais "fria" neste ano; na verdade, é como disse o grande Caio Fernando Abreu (autor, inclusive, dono de diversos textos que representaram bem muitos de meus momentos em 2010), "Não que eu seja frio, só estou um pouco mais duro e menos preocupado em entretecer ternuras".
Muitos disseram que, mais do que nunca, eu estive como se tivesse um coração de gelo. Mas, vou tentar explicar a vocês, meus amigos que tanto preocuparam-se comigo e "sofreram" pelo meus estado aparentemente insensível; na verdade, eu sempre tive medo de maiores sentimentos, de sentir demais e depois, consequentemente, sofrer demais. Certamente isso tenha se dado por tudo o que ficou marcado na minha vida, pelas tantas perdas, mas saibam que, de vocês, eu não esqueço jamais, não deixo de gostar jamais. Porém, muitas coisas que outrora mexeriam comigo não mexem mais; às vezes eu sinto como se fosse tudo (ou quase tudo) "fichinha" daqui pra frente. Confesso que é difícil algo que arranque de mim as poucas lágrimas que ainda me restam.
E por falar nisso, vou fazer uma confissão, eu nunca mais consegui chorar.
Eu não sei bem o que acontece, mas creio que isso se deu pelo fato de tantas vezes eu ter tentado fingir que não chorava.. acho que eu bloqueei tanto meu pranto que ele resolveu fazer pirraça comigo e não aparece mais. É, vai ver que é isso.

Bom, em resumo, posso dizer que o que mais teve importância neste ano foi a palavra: amizade.
Eu conheci os dois lados dessa "moeda", eu soube esperar quando necessário, soube entender, e (a Mirella não vai acreditar, mas...) eu tive paciência. Exatamente! Eu, Tamyres Bianca Vieira de Paula, soube, enfim, o que era paciência. E talvez isso tenha sido bom, mas talvez nem tão bom assim.. Acho que certas atitudes e pessoas não merecem mesmo nossa paciência.
Enfim, esse tema "amizade" esteve realmente muito presente em 2010, me fez triste e feliz, na verdade, eu é que dei mais atenção a ele né? Perdi algumas.. ganhei várias! Tanta gente por aí sabe ser amigo não é? Ah, mas quantas ainda têm muuito o que aprender...

Bom, assim eu encerro essa parte de sentimentos. Mas tenho planos de escrever mais sobre esse ano, apronfundando mais alguns assuntos, alguns conhecimentos.. enfim, este post me deixou cheia de novas ideias e temas. :)

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